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A Toca da Loba


Viver não dói...

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias se ela estivesse
interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o
desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
( Carlos Drumond de Andrade )

beijos..



Escrito por Cida às 23:27:00
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Tenho muito a dizer sobre ele, mas o mais importante é o amor que tenho por ele:

Meu Pai.

Sempre foi muito duro, mas agora tem um coração muito mole.

Com todos os defeitos e qualidades, é o pai que o meu Pai do Céu me deu.

Muitos beijos a ele e a todos os pais que , apesar das dificildades, estiveram ao lado dos filhos.

Felicidades, Pai.

Muitos beijos.



Escrito por Cida às 01:54:22
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Certa vez, perguntei para o Ramesh, um de meus mestres na Índia:

"Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos morrem afogados num copo d'água"?

Ele simplesmente sorriu e me contou uma história.

"Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu, um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o paraíso. Ir par ao céu não era tão importante para aquele homem, mas assim mesmo ele foi até lá".

Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem, a moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao inferno.

E, no inferno, ninguém exige crachá nem convite; qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou e foi ficando...

Alguns dias depois, Lúcifer chega furioso às portas do paraíso para tomar satisfações com São Pedro:

*Isso que você está fazendo é puro terrorismo!!*

Sem saber o motivo de tanta raiva, Pedro pergunta do que se trata. Um transtornado Lúcifer reponde:

*Você mandou aquele sujeito par ao inferno e ele está me desmoralizando!

Chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas.

Agora está todo mundo dialogando, abraçando-se, beijando-se. O inferno não é lugar para isso! Por favor, traga esse sujeito para cá!*

Quando Ramesh terminou de contar esta história, olhou-me carinhosamente e disse:

"Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao paraíso."

"Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que e indispensável:

Além do pão, o trabalho.

Alem do trabalho, a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."

Autor ( Mahatma Gandhi )

Bom Final de Semana!



Escrito por Cida às 23:24:27
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